Fuga
São 23h35 e estou sózinha, a Marisa canta-me a alma (conhece-me tão bem) e, para além dela, ouvem-se as vagas deste meu Atlântico tão amado.
Aqui me encontro, sendo que na verdade apenas me procuro. Quem dera me encontrasse.
Penso muito nela, e queria muito ter-lhe dado, também hoje, o meu beijo de boa noite. Compreenderá de certeza que a mãe tinha de sair, por uns tempos. Para pensar, para poder chorar quando precisa e, sobretudo, para deixar cair todo este peso que tem carregado ultimamente.
Amo-te muito, minha filha. Amo-te muito, meu Amor.
Aqui me encontro, sendo que na verdade apenas me procuro. Quem dera me encontrasse.
Penso muito nela, e queria muito ter-lhe dado, também hoje, o meu beijo de boa noite. Compreenderá de certeza que a mãe tinha de sair, por uns tempos. Para pensar, para poder chorar quando precisa e, sobretudo, para deixar cair todo este peso que tem carregado ultimamente.
Amo-te muito, minha filha. Amo-te muito, meu Amor.
2 Comentários:
Às 7:12 da tarde ,
Anónimo disse...
Espero que se tenha encontrado. Tanto mais que não tem escrito. Deixe que lhe diga, a pior solidão é a acompanhada.Sei do que falo.Nós nunca nos encontramos sós desde que tenhamos a nossa própria companhia...e um bom livro está sempre ao nosso lado ...ou a música,claro, ou a escrita, ou um bicho de estimação, ou a pintura, ou ...ou... SAUDAÇÕES!
Às 4:50 da tarde ,
marília disse...
Obrigada. Cá me vou encontrando...
E, sim, concordo plenamente consigo quando diz que a pior solidão é a acompanhada!
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